Uso de telefones e câncer no cérebro

Radiation-Brain-Cellphone

O importante periódico médico Pathophysiology publicou recentemente um grande estudo sueco a respeito da controversa relação entre uso de telefones celulares ou sem fio e câncer no cérebro. Até agora, a Organização Mundial da Saúde definia o uso deste tipo de tecnologia como “possivelmente causadora” de câncer, ainda sem certeza estabelecida.
Os autores analisaram 1498 casos de câncer cerebral na Suécia, ocorridos entre 1997 e 2009, em adultos. Todos pacientes participantes responderam a um questionário detalhado sobre seus hábitos de uso de telefones celulares e de telefones sem fio. Para efeito de comparação, 3350 pessoas semelhantes, porém sem câncer, também foram entrevistadas (grupo controle). Entre outros detalhes, o questionário incluía o uso médio diário destes dispositivos, o uso de telefones com fones de ouvido ou através de antena do automóvel, ambos considerados seguros, e qual a orelha mais usada (direita ou esquerda).
Os resultados mostraram que o uso intenso de telefones celulares aumentou em 30% a chance de câncer no cérebro, na média. Porém, para quem usava tais aparelhos há mais de 25 anos, o risco aumentou em 300%! Já o uso de telefones sem fio elevou o risco em 40%. O lado do cérebro afetado pelo câncer foi mais comumente o lado no qual o usuário habitualmente usava seu telefone. O risco de câncer foi aumentado tanto para tecnologia 2G, 3G, digital ou analógica.
O perigo foi maior ainda para quem começou a usar os aparelhos antes dos 20 anos de idade, já que as crianças são mais suscetíveis ao efeito da radiação (cabeça menor, osso do crânio mais fino, mais condutividade no tecido cerebral, cérebro ainda em formação, mais vulnerável).
Os autores concluem que, como já demonstrado em estudos anteriores, a radiação dos telefones celulares ou telefones sem fio é carcinogênica, e que as diretrizes que regulam exposição devem ser urgentemente revistas. Para o usuário comum, a lição que fica é que devemos tentar usar o telefone tradicional, com fio, sempre que possível, e limitar ao máximo o uso dos dispositivos sem fio. Talvez o uso de fones de ouvido seja uma alternativa segura.

Fonte:
http://www.pathophysiologyjournal.com/article/S0928-4680(14)00064-9/pdf


Comentários

Deixe um Comentário