NOVOS REMÉDIOS PARA DIABETES TÊM EFEITO SUPERIOR

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O diabetes é uma doença cada vez mais comum, graças à péssima qualidade dos alimentos consumidos pela maioria das pessoas nesse início de século. Estima-se que 10% dos gaúchos com mais de 40 anos de idade já sejam portadores desta doença.

As principais complicações do diabetes são as doenças cardiovasculares, que culminam em infartos, “derrames” e óbitos precoces. Para evitar estas complicações, o médico dispunha de diversas armas a serem prescritas aos diabéticos: alimentação adequada, atividade física regular, uso de estatinas (medicamentos para redução de colesterol), uso de remédios para pressão alta, quando necessário, e uso de ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina – http://clinicapetterson.com.br/quem-deve-tomar-uma-aspirina-por-dia/ ).

Estranhamente, porém, quase todos medicamentos tradicionais para controle da glicose no sangue, a principal característica do diabetes, eram notoriamente ineficientes em evitar as complicações cardiovasculares. Ou seja: os remédios usuais para reduzir açúcar no sangue, apesar de realmente reduzirem os níveis de açúcar no sangue, não evitam as complicações mais graves do diabetes.

Assim, durante as últimas décadas, diversos novos medicamentos para controle da glicose foram lançados, com a esperança de que eles pudessem também evitar os infartos, “derrames “ e consequentes mortes nos diabéticos. Infelizmente, todavia, a medida que estas drogas foram sendo estudadas e acompanhadas, os resultados mostraram que não havia redução de eventos cardiovasculares. Eram meros redutores de glicose no sangue, de utilidade restrita, portanto, para o manejo desta enfermidade.

Nos últimos tempos, porém, finalmente o jogo virou: as últimas 3 drogas testadas conseguiram mostrar importante benefício cardiovascular; isto quer dizer que, além de reduzir as taxas de glicose no sangue, elas também foram capazes de reduzir a chance de infarto, “derrames” e óbitos. Estas drogas novas são: empaglifozina (Jardiance®), liraglutida (Victoza®) e Semaglutida (ainda não lançada no Brasil), sendo que a primeira das 3 é utilizada por via oral, em comprimidos, e as outras duas são injetáveis (liraglutida uma injeção diária, semaglutida uma injeção semanal).

No momento, devido às características dos estudos, os médicos ainda devem selecionar os pacientes corretamente antes de prescrever estas drogas (não podem ser usadas em qualquer diabético) e infelizmente o custo destes medicamentos é muito elevado. Porém, tudo indica que está iniciando uma nova era no tratamento desta enfermidade.

Nunca deve-se esquecer, porém, que o principal meio para controle do diabetes continua sendo a dieta adequada, e não os medicamentos.

Fontes:

 http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1607141#t=article

http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1504720#t=article

http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1603827#t=article

 


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