“NOVA” DROGA PARA COLESTEROL TEM BENEFÍCIOS COMPROVADOS

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Os níveis de colesterol no sangue estão intimamente relacionados com a aterosclerose, doença muito comum e que é responsável pela grande maioria dos casos de “derrame” e infarto.

Há 21 anos ficou comprovado que a redução dos níveis de colesterol obtida através de um certo medicamento reduzia também o risco de o indivíduo sofrer complicações sérias da aterosclerose (morte, infarto). O medicamento em questão era a hoje bem conhecida sinvastatina, da classe das estatinas; ao longo destas décadas, diversos outros medicamentos desta mesma classe (estatinas) mostraram tal feito benéfico (prevenção de complicações da aterosclerose) e tornaram-se armas importantíssimas para os médicos que tratam de pacientes com alto risco de complicações cardiovasculares.

Surgiu então uma corrida pela descoberta de novas drogas (de outras classes) eficazes na redução do colesterol e consequente redução nas complicações da aterosclerose.  Em 2002, o medicamento Ezetimibe (Zetia®, Ezetrol®), foi aprovado para redução de colesterol, porém ainda sem se saber seele também reduziria as complicações cardiovasculares da aterosclerose. Tal demonstração requer anos de observação dos seus efeitos.

Apesar de o raciocínio indicar que tudo que reduz colesterol deve reduzir eventos cardiovasculares, a ciência já demonstrou que as coisas não são tão simples. O colesterol precisa ser reduzido da maneira correta para que o paciente tenha benefícios em sua redução. Em suma, já foram desenvolvidos medicamentos que reduziam o colesterol mas não traziam benefícios (redução de infartos, derrames, mortes etc) reais para os usuários.

Assim, desde 2002 a classe médica aguarda ansiosamente estudos que demonstrem se a “nova” medicação Ezetimibe reduz as complicações da aterosclerose ou não. Pois somente no final de 2014 o resultado de tal estudo foi apresentado no encontro da Associação Americana do Coração, e ainda não foi publicado, o que deve acontecer em breve. Os pesquisadores relataram que a droga foi avaliada em 18.000 pessoas (metade usou a medicação em questão, a outra metade utilizou placebo (comprimidos sem efeito), todos utilizaram também os medicamentos convencionais, inclusive estatinas) e, após 7 anos, os pacientes que receberam o ezetimibe obtiveram uma redução de 10% no risco de morte cardiovascular, infarto ou “derrame”, comparados aos usuários de placebo.

O resultado foi um pouco inferior ao que se imaginava, porém, pela primeira vez, um medicamento redutor de colesterol que não faz parte da classe das estatinas mostrou reais benefícios para os pacientes (benefícios além da melhora nas dosagens de colesterol). Caso os resultados sejam confirmados na publicação do estudo, os médicos agora podem valer-se de 2 classes de fármacos diferentes para redução do risco de infarto e “derrame”.

 onte:

http://www.medscape.com/viewarticle/835030


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