FUMAR APENAS UM CIGARRO AO DIA JÁ É PERIGOSO 

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Será que um cigarrinho por dia já faz mal para saúde? Esta dúvida muito frequente entre os fumantes parece ter encontrado uma resposta em um estudo recém-publicado no periódico BMJ. Autores de Londres e Hong Kong fizeram uma meta-análise de todos estudos publicados entre 1946 e 2015 que correlacionaram o número de cigarros fumados por dia com a chance de ocorrer um “derrame” (isquemia cerebral) ou evento coronariano (infarto).  

A análise conjunta dos 141 estudos publicados no período levou aos seguintes números: 

  • Em homens, o risco de infarto para quem fumava 20 cigarros por dia foi 127% maior do que o risco de não fumantes. 
  • E para homens que fumavam apenas um cigarro por dia, o risco foi 74% maior do que para os não fumantes – ainda um valor extremamente elevado. 
  • Para mulheres, o risco de infarto para fumantes de 20 cigarros por dia foi 184% maior do que as não fumantes. 
  • E para mulheres que fumavam apenas um cigarro por dia, o risco foi 57% maior do que para a não fumantes – de novo um valor extremamente elevado. 
  • Os dados acima indicam que fumar 1 cigarro por dia já oferece 46% do perigo de fumar 20 cigarros por dia para homens, e 31% do perigo para mulheres, no caso de infartos. 
  • Para “derrame”, o risco aumenta 56% com 20 cigarros e 30% com 1 cigarro/d em homens. 
  • E no caso de “derrame” em mulheres, o risco aumenta 142% com 20 cigarros e 46% com 1 cigarro por dia. 
  • Então, fumar 1 cigarro por dia já oferece 64% do perigo de fumar 20 cigarros por dia para homens, e 36% do perigo para mulheres, no caso de “derrames”. 

 Os autores concluem que fumar apenas 1 cigarro por dia traz um risco muito maior do que o esperado para o desenvolvimento de infarto o “derrame”: cerca de metade do risco de quem fuma 20 cigarros ao dia. Não existe nível seguro de consumo de cigarros quando trata-se de  risco cardiovascular. Fumantes devem objetivar o fim do tabagismo ao invés da redução do número de cigarros consumidos. 

Sim, fumar pouco mata. E mata muito. 

 Fonte: http://www.bmj.com/content/360/bmj.j5855 


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