Repercussão dos níveis de colesterol na gestação

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Sabe-se há muito tempo que fatores genéticos determinam em boa parte os níveis de colesterol de um indivíduo, portanto filhos de pessoas com colesterol elevado tendem a ter o colesterol mais alto.

Porém, um estudo publicado no Journal of The American Medical Association, traz mais um dado importante que pode explicar essa correlação de outras maneiras: os autores analisaram os níveis de LDL (colesterol “ruim”) de 538 pais/mães um pouco antes de engravidar, e depois analisaram os níveis de LDL dos filhos quando estes atingiram uma idade média de 26 anos.

Após corrigir os dados para fatores genéticos conhecidos, altura, peso, estilo de vida, tabagismo, atividade física e idade dos pais, ainda assim adultos que foram expostos a níveis elevados de LDL na gestação foram 280% mais propensos a possuírem LDL elevado (níveis médios de 18 mg/dL maiores de LDL). A mesma correlação não foi encontrada entre níveis de LDL do pai com o filho, somente nas mães.

Um aumento de LDL nesses níveis (18 mg/dL) está relacionada a um risco cerca de 20% maior de sofrer eventos cardíacos isquêmicos, uma elevação de magnitude importante.

Como os autores corrigiram os achados para os fatores genéticos e a relação envolveu somente a mãe, e não o pai, supõe-se que a explicação seja epigenética: o feto exposto a níveis elevados de LDL mudaria sua “programação” e passaria a produzir LDL em maiores quantidades, para o resto da vida.

Então, mulheres jovens com LDL alto têm propensão a gerar filhos com LDL alto desde jovens, mais propensos a complicações cardíacas.

Fonte: http://cardiology.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=2498962


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