Dilatar mais lesões é melhor durante o infarto agudo

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Quando um paciente é atendido precocemente com infarto (http://clinicapetterson.com.br/infarto/) a prioridade médica costuma ser “desbloquear” a artéria do coração que acabou de “entupir”. A melhor maneira de fazer isto durante um infarto é com angioplastia (http://clinicapetterson.com.br/angioplastia-e-stents/). Tradicionalmente, o médico especialista que realiza a angioplastia examina todas artérias do coração, e determina onde está o bloqueio culpado pelo infarto. Porém, muitas vezes, o médico encontra outras artérias parcialmente bloqueadas. A recomendação atual é “não mexer” nestas outras lesões, pelo menos não na hora do infarto, ou seja, o médico deve apenas “desbloquear” a artéria que acabou de fechar e terminar o procedimento.

Porém, na semana passada, um trabalho apresentado no congresso Europeu de Cardiologia desafiou esta estratégia. Trata-se do estudo britânico CVLPRIT, onde os pesquisadores recrutaram 296 pacientes sofrendo de infarto agudo do miocárdio, e sortearam 146 para receberem somente o desbloqueio da artéria culpada, enquanto que nos outros 150 o médico desbloqueou todas artérias onde havia entupimentos relevantes, no mesmo procedimento.

O acompanhamento destes pacientes por 12 meses mostrou que 1,3% dos pacientes morreram no grupo onde todos entupimentos foram desbloqueados, enquanto que 4,1% vieram a falecer no outro grupo, uma desvantagem considerável. Além disso, nos pacientes que sofreram o múltiplo desbloqueio, a chance de um novo infarto ou de virem a sofrer de insuficiência cardíaca (http://clinicapetterson.com.br/insuficiencia-cardiaca/) também foi muito menor.

Este é o segundo estudo a mostrar tais resultados; no ano passado, no mesmo congresso, os resultados do estudo PRAMI, com 465 pacientes, foram apresentados e são extremamente semelhantes.

Assim, provavelmente a rotina de atendimento de infarto vai mudar depois destes dois estudos, e já especula-se que as novas recomendações oficiais para tratamento de infarto agudo do miocárdio incorporem esta novidade.

Fontes

http://www.medscape.com/viewarticle/830736

http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1305520


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