Cigarros eletrônicos e o coração

e-cigar II

O cigarro eletrônico, também conhecido como e-cigar, é um dispositivo eletrônico que simula a experiência de fumar um cigarro comum. O cigarro eletrônico tem o mesmo tamanho e aparência de um cigarro comum, e pode ser carregado com refis líquidos que contém nicotina em várias doses e sabores. Ao ser colocado junto aos lábios e sugado, o dispositivo vaporiza o líquido escolhido, e o “fumante” aspira este vapor. A nicotina é vaporizada e penetra no organismo do usuário, da mesma maneira que a nicotina de um cigarro comum. Existe uma bateria recarregável dentro do e-cigar, e um led vermelho na ponta, que acende durante a vaporização.

Fumantes que experimentaram o cigarro eletrônico relatam que a experiência é muito semelhante a fumar um cigarro comum, exceto que o e-cigar é mais pesado e necessita uma sucção maior. Enquanto o cigarro comum possui mais de 440 substâncias tóxicas, o e-cigar liberaria apenas uma delas, a nicotina.
O uso de e-cigars tem sido recomendado para os fumantes com dificuldade de abandonar o vício, como um meio intermediário de manterem o uso da nicotina, enquanto não deixam de fumar. Há também quem recomende os cigarros eletrônicos como substitutos definitivos dos cigarros comuns, alegando que a toxicidade seria infinitamente menor.
Na semana passada, no Congresso Europeu de Cardiologia, o dr Konstantinos Farsalinos, da Grécia, apresentou um pequeno estudo a respeito do efeito imediato do fumo de cigarros comuns e eletrônicos na circulação sanguínea do coração. Ele recrutou 30 fumantes que fumavam diariamente e 30 fumantes que fumam ocasionalmente e não fumavam há 1 mês.
Então, ele mediu o fluxo de sangue nas artérias do coração dos fumantes antes e 20-30min depois de fumar 2 cigarros. O fluxo de sangue reduziu 19%. Depois ele repetiu as medidas, mas desta vez após fumar e-cigar. Desta vez o fluxo de sangue não reduziu.

Ele repetiu o teste, com e-cigars, no grupo de pessoas que não fumavam há 30 dias, e também não houve redução do fluxo sanguíneo.
“Cigarro eletrônico não é um produto recomendado pra qualquer pessoa como um novo hábito, mas sim para fumantes como uma alternativa para reduzir ou interromper o consumo do cigarro comum” diz Farsalinos. “Não é para a população em gera, isto deve ficar claro”.
O autor concorda que os e-cigars emitem um nível baixo de algumas substâncias tóxicas, como formaldeído, nicotina e nitrosaminas, mas em um nível centenas de vezes menor do que o cigarro comum.
É difícil imaginar, portanto, que a troca dos cigarros comums por e-cigar não seja benéfica para a saúde do fumante. Provavelmente o malefício do e-cigar é mínimo ou nulo.
Observação: no Brasil, o governo não permite a comercialização de cigarros eletrônicos desde 2009, alegadamente por não haver dados que confirmem sua segurança para a saúde.

Fontes:

•    Farsalinos K, Tsiapras D, Kyrzopoulos S, et al. Immediate effects of electronic cigarette use on coronary circulation and blood carboxyhemoglobin levels: comparison with cigarette smoking. European Society of Cardiology 2013 Congress; August 31, 2013; Amsterdam, the Netherlands. Abstract 102.

•    http://www.medscape.com/viewarticle/758218_5


Comentários

17/05/2016 12:22

paulo roberto

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eu gostaria de saber quanto custa e como faço para comprar?

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