AS PESSOAS ESTÃO MORRENDO CADA VEZ MENOS DE INFARTO?

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Sim, existe consenso que a mortalidade do infarto está reduzindo, em grande parte devido aos avanços no seu tratamento. E existe também uma sugestão de que os índices de infarto estão em declínio, devido a avanços na prevenção.

A análise a seguir, publicada no Jornal da Associação Médica Americana, mostra os números reais destes declínios, e analisa se há correlação com o nível econômico da população.

Foram analisados os dados de 1999 a 2013 do sistema de saúde americano (Medicare) e confrontados com a situação econômica de cada região daquele país. O status financeiro foi dividido em: 1) os 25% mais pobres; 2) os 25% mais ricos; 3) os 50% intermediários.

Os dados mostraram que o número de infartos por 100.000 habitantes é maior nas zonas mais pobres, mas houve redução tanto nas zonas pobres quanto nas ricas (nas ricas, caiu de 853 para 648 pessoas ao ano, nas pobres caiu de 1353 para 1123 ao ano). A diferença entre ricos e pobres, nesse caso, é muito significativa (42% menos infartos para quem vive em regiões com mais dinheiro).

A chance de estar morto 1 ano após o infarto caiu em todos grupos econômicos e foi a mesma para ambos grupos, de 30% em 1999 e de 26% em 2013.

Estes dados indicam que os grupos de pessoas com melhores condições financeiras infartam muito menos, mas, depois do infarto, a chance de sobreviver é a mesma, independentemente do grupo financeiro.  Porém, há mesmo uma redução na incidência de infartos, tanto para os mais pobres quanto para os mais ricos.

Os autores concluem que há necessidade de melhorar as medidas preventivas de infarto nas populações mais pobres, que provavelmente estão tendo uma dieta menos adequada, entre outros fatores de risco. Em breve, o câncer assumirá o posto de causa número 1 de morte, com o declínio continuado das mortes por infarto.

Fonte:

http://cardiology.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=2521458

 


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