ARRITMIA QUE ENFRAQUECE O CORAÇÃO

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Extrassístoles estão entre as arritmas cardíacas mais comuns; extrassístoles são batimentos precoces (antecipados) do coração, normalmente percebidos pelo indivíduo como “pancadas no peito” ou palpitações. O exame mais simples do coração, eletrocardiograma, consegue diferenciar entre os dois tipos básicos de extrassístoles: aquelas originária da parte superior do coração, ou átrios, e aquelas originadas nos ventrículos, que são a parte maior do coração.

Tradicionalmente, a cardiologia estabeleceu que, quando ocorrem em corações normais, as extrassístoles são inofensivas, benignas; no máximo, causam incômodo para o indivíduo, mas não trazem qualquer perigo. Sendo assim, o tratamento das extrassístoles é dito como opcional, ou seja, vai depender do tamanho do incômodo. As extrassístoles podem ser tratadas com medicamentos ou até com procedimentos invasivos (ablação por catéter).

Um novo estudo, porém, desafia este conceito antigo da cardiologia. Autores americanos identificaram 1139 pessoas com extrassístoles ventriculares e corações normais, e os acompanharam por 13 anos, com ecografias seriadas do coração. O acompanhamento mostrou que os indivíduos com mais extrassístoles ventriculares tiveram uma chance:

  • Três vezes maior de passar a ter o coração mais fraco;
  • 48% maior de vir a sofrer de insuficiência cardíaca;
  • 31% maior de morrer.

Este achado foi surpreendente, pois considerava-se que uma população como esta deveria ser saudável. E essa informação abre novas perspectivas de tratamento, visto que as extrassístoles podem ser tratadas com alto grau de sucesso. Restam, porém, dois desafios:

  • Identificar dentre os inúmeros pacientes que sofrem desta arritmia, quais os que virão a desenvolver complicações, e portanto se beneficiariam de um tratamento.
  • Testar se o tratamento desta arritmia evita as complicações observadas.

Desta maneira, de agora em diante talvez os cardiologistas passem a encarar as extrassístoles, especialmente as mais frequentes, de outra maneira, e indicar tratamento com menos parcimônia.

Fontes:

 

 


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